27.04.2016

Retrofit, uma alternativa econômica

Ao considerar a possibilidade de aplicar Retrofit em um equipamento, além das condições de compatibilidade concretas, como o portfólio de peças ou o ambiente de fabricação, também é preciso definir claramente quais são os objetivos desta medida. Além do portfólio de peças e da infraestrutura de produção, a disponibilidade de serviços para todo o equipamento e os atuais custos com manutenção devem ser considerados. Para a escala de Retrofit planejada, deve ser efetuada uma definição exata das expectativas do cliente quanto à produtividade futura e quanto aos custos por peça.


Retrofit, uma alternativa econômica

Investimento em equipamentos novos ou Retrofit dos equipamentos de fabricação existentes, esta é uma pergunta frequente quando é registrada uma redução na produtividade. Mas no cálculo de custos das peças, não somente os custos da peça devem ter influência, mas também "fatores qualitativos" como por ex. a disponibilidade de peças de reposição, ou os custos com manutenção têm ser considerados.

Ao optar por um Retrofit ao invés de investir em novos equipamentos, a decisão geralmente é tomada pelo aspecto financeiro, como uma modernização dos equipamentos disponíveis inclusive do controle.

Mas esta perspectiva não leva em conta que, em comparação com o Retrofit, no investimento em um novo centro de usinagem o dispêndio financeiro na implementação da máquina para todo o processo já existente totaliza somente uma parcela de 15 a 18 porcento. Para Andreas Markpfleger, diretor de Technical Support Global Services na HELLER, além do portfólio de peças disponível, a infraestrutura de produção também tem influência decisiva na concepção da modernização planejada: "Naturalmente, primeiro é preciso considerar a variedade de peças. Se forem fabricadas peças idênticas em grandes quantidades, os pré-requisitos básicos são elevado dinamismo e altas velocidades da máquina. Nestes casos, não vale a pena o Retrofit. Mas também é decisivo levar em conta se trata-se de uma máquina Stand Alone ou um centro de usinagem em uma linha de produção. Existe a possibilidade de uma nova máquina simplesmente não poder ser integrada nesta linha e, se ela puder ser integrada, é preciso pensar quais serão as consequências. Ou seja, se a máquina antiga possui um magazine tipo prateleira com 100 lugares, em um novo investimento provavelmente será preciso adquirir também novas ferramentas, suportes de ferramentas, dispositivos, etc. Neste caso, uma nova máquina não seria recomendável. Em resumo, trata-se de decidir se a disponibilidade ou os custos de peça que estão em primeiro plano."

Porém, o exemplo concreto em uma grande empresa alemã de fabricação de automóveis mostra que qualidade e segurança de processos também podem ser boas razões para se optar por um Retrofit. A usinagem de mangas de barra de direção impõe aos responsáveis um desafio técnico de fabricação especial. Devido à estabilidade e à segurança de processo, nestes casos é útil contar com máquinas HELLER mais antigas, com guias quadradas, e fazer retrofit em intervalos regulares.

Aumentos na produtividade de até 20 porcento são possíveis

Em um fabricante de tratores líder no mercado mundial, contrariamente, as peças são giradas em células de fabricação como peças brutas e saem do equipamento completamente usinadas, inclusive com medição. Os tamanhos de lote variam entre 800 e 900 unidades por ano, alguns componentes são usinados somente duas ou três vezes. Ao todo, foram criados aproximadamente 100 programas NC para todos os componentes. Devido a esta necessidade de flexibilidade na infraestrutura, também é útil contar com o Retrofit. Atualmente, já é possível começar com a série HELLER MCH do ano 2002.

A variedade de peças, a infraestrutura e a produtividade a ser alcançada são fatores essenciais para decidir não apenas se o Retrofit será ou não feito, mas também como ele será feito. Enquanto em uma recuperação total é feita a troca de um componente por outro, a HELLER diferencia entre as opções "Quality" e "Premium" no Retrofit de máquinas. Quality significa restabelecer o estado original. Mas Wolfram Stein, diretor de estratégias de componentes na HELLER, considera o Retrofit Premium de máquinas a solução mais econômica para os clientes com o foco nos custos ideais de peças: "Em uma recuperação total, não se espera obter maior produtividade. Mas ela é consideravelmente aumentada. Conforme a demanda do cliente nestes casos, integramos todos os avanços tecnológicos disponíveis a partir do prazo de entrega original. Assim, são possíveis aumentos na produtividade de até 20 porcento."

Na HELLER, o foco em Retrofit existe desde a série BEA (a partir de 1979). Ainda há máquinas desta série no mercado, mas elas estão diminuindo. Por isto, há dois anos a área de Retrofit têm adotado uma postura mais ampla e concentra-se atualmente nas séries MCP (a partir de 1992), MC (a partir de 1996) ou também MCH (a partir de 2002).

Para Dr. Gerd Schöllhammer, diretor de Sales Support Global Services na HELLER, antes de planejar um Retrofit é preciso ponderar de maneira fundamentada e precisa entre o Retrofit e o investimento em novas máquinas. Ao fazer isto, o foco deve estar em uma estimativa o mais precisa possível dos custos por componente a serem alcançados, considerando todas as condições de compatibilidade. Ao fim, é necessário conseguir encontrar a melhor, ou seja, a solução mais econômica para os clientes: "As máquinas-ferramenta HELLER são construídas para terem uma segunda vida útil. Por isto, prometemos aos nossos clientes produtividade para a vida toda. Consideramos o Retrofit como uma importante contribuição para o ideal de Lifetime Productivity que praticamos, pois com isto criamos uma Second Life. Ao ter em mente o aumento de produtividade mencionado de até 20 porcento, o nível de eficiência é inferior ao de uma máquina nova. Exatamente por estas razões mostramos aos nossos clientes o que é possível, ponderamos e simulamos procedimentos futuros. Sob esta perspectiva, aplicar o Retrofit da série BEA parecenos uma solução que realmente vale apena somente em casos excepcionais."

Se, em comparação com o investimento em uma máquina nova, o Retrofit é considerado um plano B ou A2, a decisão varia conforme o portfólio de peças e a infraestrutura disponível, portanto não pode ser tomada precipitadamente. Mas o pré-requisito para isto é trabalhar em conjunto com o fabricante original, que utiliza exclusivamente peças originais no mais atual nível técnico, e, como a HELLER, possui uma estrutura descentralizada e está disponível através de uma Hotline 24 horas.

Não confie no acaso

Na HELLER, todas as peças de desgaste são substituídas por novos componentes e isto Retrofit de controle inclui a execução de novos armários de distribuição e um módulo de fluido por padrão. Os critérios de verificação e aceitação correspondem aos de uma máquina nova.

Observação complementar

Além do aumento da produtividade, através do Retrofit também é possível reduzir os custos operacionais. Para isto, a HELLER oferece também pacotes de eficiência energética HELLER BLUE no âmbito do Retrofit.


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